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BARBARA BELLINI E MASSIMO PICCARDO VISITAM A CASJ

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“A Casa de Acolhida São José nos transmite um grande ensinamento, um grande amor e representa um grande abraço para todos. As dificuldades são consideráveis ​​e os inconvenientes não são poucos, mas temos a certeza de que é um local adequado para mães e filhos encontrarem alguns momentos de serenidade e repouso“, afirma a administradora italiana Barbara Bellini, após uma imersão na região Norte, com estadia de 10 dias em Pacaraima, onde teve a oportunidade de conhecer presencialmente o abrigo para mulheres e crianças migrantes. 

Ela veio ao Brasil pela primeira vez em 2019 para ganhar experiência numa missão das Irmãs da Congregação São José. Naquela ocasião, esteve em Feira de Santana (BA) e conheceu a Irmã Maria da Graça. Desde então, elas mantiveram contato e com a vinda de Ir. Graça para Roraima, Barbara tomou conhecimento da realidade migratória na fronteira entre Brasil e Venezuela, do trabalho realizado pela Irmã Ana Maria da Silva e da fundação da Casa de Acolhida. No segundo semestre de 2023, ela retornou ao país, agora acompanhada do marido, Massimo Piccardo.

O serviço humanitário – Segundo Barbara, a consciência da importância acerca do trabalho realizado pela CASJ já existia, mas o entendimento mais profundo do papel deste lugar no serviço humanitário só chegou quando ela pode entrar na Casa, brincar com as crianças, conversar com as mulheres acolhidas, com a Ir. Ana Maria e as colaboradoras que aqui trabalham. “Todos colocam tanto esforço, entusiasmo e sacrifício que simplesmente não é possível visitar o abrigo e sair sem deixar ali um pedaço do seu coração“, garante.

Apesar do curto período, os dias foram intensos, com visita a inúmeros projetos promovidos na cidade e as horas compartilhadas na CASJ foram especiais. Além da interação com as crianças, Barbara e Massimo doaram marcadores, cadernos e livros para colorir. Eles participaram da distribuição das refeições, tanto dentro quanto fora da Casa. “Foi gratificante, porque nos sentíamos úteis. Mas, infelizmente muitas vezes foi frustrante, porque a comida nunca era suficiente para todos que aguardavam do lado de fora do abrigo, e ver isso foi muito difícil“, destaca.

Admiração e impressões – O casal não esconde a grande admiração pelo trabalho e esforço institucional que com poucos recursos acolhe e oferecer refeição e abrigo a tantas pessoas. As impressões foram muitas e significativas. “Em primeiro lugar, veio o sentimento de grande tristeza ao ver tantas pessoas que deixaram toda a sua vida, afetos, propriedades, empregos na Venezuela, e agora enfrentam fila para poder se alimentar, são obrigadas a partilhar a sua intimidade e a dormir em espaço coletivo, com desconhecidos e no meio de tanto barulho. O certo é que regressamos com uma imensa riqueza de carinho, ensinos e consciência que deixaram um rastro imenso na nossa vida. Por esta razão queremos apoiar a Casa de Acolhida São José“, finaliza Barbara.